21/05/12

Alfa 33 e o Furúnculo de Salazar



Disponível aqui: http://www.smashwords.com/books/view/164179

Um 007 da PIDE num Estado Novo contemporâneo em que o analfabetismo e a boçalidade são virtudes e onde os crápulas mais abjetos vão à missa e são admirados como exemplo.

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Quarenta anos após o golpe militar falhado de 25 de Abril de 1974, Portugal continua a ser um oásis de alegria e prosperidade à beira-mar plantado. E a paz e a segurança dos seus afortunados cidadãos continua entregue ao zelo inabalável dos bravos agentes da DGS, grupo de patriotas dedicados que, só por acaso, também desempenham a função de polícia política do Estado Novo. No combate interminável contra a subversão, a Pátria conta com os préstimos do agente Alfa 33, orgulho da portugalidade, macho latino e defensor das coisas que precisam de ser defendidas. Mas os seus talentos extensos poderão não ser suficientes para salvar de um perigoso embaraço a memória do fundador do regime. Conseguirá Alfa 33 manter em segredo o Furúnculo de Salazar?

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Uma noveleta disponível para kindle, ipad, android, micro-ondas e fogão de sala. Agradece-se muito a partilha. E mais ainda a compra. Haverá coisas melhores compráveis com 2 euros, mas poucas serão recomendadas do Além pelo almirante Américo Tomás.

17/05/12

Um estranho caso

 
Foi mais ou menos assim. Ia na rua, descansado da vida, e um indivíduo com aparência de mendigo atravessou-se-me à frente e deu-me uma pen usb. Percebi pelo olhar que não estava em si. Balbuciou qualquer coisa que me soou a "Nabiças... hrmmrmmm... zona económica exclusiva... grhmmrrmm... urina" e afastou-se a correr. Dentro da pen havia só esta imagem. Vou tentar perceber o que se passa e, quando souber mais pormenores, serão informados.

14/05/12

Quem adivinha o título?

Brevemente, publicarei um conto baseado num período específico da história portuguesa que terá um destes cinco títulos:

1 - As Aventuras Eróticas do Infante Dom Henrique

2 - A Invasão Francesa de Madame Du Maurier

3 - O Bode Hermafrodita de Viriato

4 - O Furúnculo de Salazar

5 - A Última Feijoada de Carlos I

Aceitam-se apostas.

22/03/12

aparição


"O povo russo finalmente liberto do jugo tirânico dos czares. Lenine dirigindo um discurso empolgado a uma praça a abarrotar de revolucionários fervorosos. Uma estranha figura de branco surgindo do nada e pairando sobre eles. Dogma contra dogma e uma profunda confusão." Aqui.

09/03/12

there's no business like (reality) show business



Apetece ler alguma coisa, mas não há vontade de assumir compromissos de longa duração com um livro? Talvez haja solução aqui.

Doze pessoas fechadas numa casa durante 4 meses, vigiadas 24 horas por dia por 10 milhões de almas curiosas. Será que tens o que é preciso para chegar ao fim da “Vigilância Cega”? 

28/02/12

choque (e smashwords)


A partir de agora, as historietas disponibilizadas em ebook transitam para a excelente plataforma do site smashwords.com. Procurem-me nesta página.

Para assinalar a mudança de ares, uma história de paixão, perda e chapa amolgada.

21/02/12

borracheira

Decidi participar no desafio lançado insistentemente por uma leitora em blogues e fóruns variados, propondo que se beba um "shot" de bagaço sempre que Baltazar Mendes é atingido na cabeça e cai inconsciente. Também aprecio brincadeiras criativas, mas confesso que o único bagaço me soube a pouco.

A seguir, experimentei beber um bagaço por cada vez que a mesma leitora repete o desafio e confsdlesso qeiu ja´´,´ stou ums poou0oco tocldlaaodlaaadool.lks,.sdksx,lsalfd.

20/02/12

passatempo "o fim chega numa manhã de nevoeiro"


Por cortesia do blog Morrighan. Dois exemplares de "O Fim Chega Numa Manhã de Nevoeiro" sorteados entre quem responder correctamente a cinco perguntas simples. Tudo aqui

31/01/12

escrever para afugentar a crise

Dou-vos um parágrafo e podem completá-lo como quiserem. É esse o jogo. Não há regras. O ponto de partida é meu, o resto do caminho é vosso e são livres de seguirem por onde acharem melhor. A personagem só tem nome e o contexto é vago. Decidam quem é, como é e o que fará a seguir. Levem o tempo que quiserem e usem os caracteres que vos apetecer. Completem a história numa linha, num parágrafo ou em oitenta páginas. Fica inteiramente ao vosso critério. Ou não completem e deixem tudo ainda mais suspenso do que estava no início. Depois, enviem-me o resultado (usem isto). Não é um concurso, não há prémio, menção honrosa ou reprovação. Vale tudo. Vou publicando os resultados por aqui e prometo escrever o nome dos autores a negrito para deixar bem claro como os respeito. Estamos entendidos? Vá. Façam-me a vontade. 

Começa assim:

Penélope Machine não devia nada a ninguém. Não tinha inimigos. Nem sequer tinha amigos dignos desse nome por imposição de uma actividade profissional que não escolhera e que proibia grandes contactos sociais. Os vizinhos não a conheciam. Não sabiam como se chamava ou o que fazia. Desconheciam os seus hábitos, as horas de entrada e de saída. Muitos, quando com ela se cruzavam, jurariam que era a primeira vez que a viam, apesar de não ser verdade. Não a incomodava. Preferia que fosse assim e facilitava-lhe muito a vida. Eliminados credores, inimigos, amigos ou vizinhos, não restava ninguém que pudesse culpar por acordar zonza, dorida, obviamente drogada e com um cadáver nu e ainda quente na cama a seu lado. 

26/01/12

ego


Uma viagem muito breve aos meandros da arte, que alguém classificou algum dia como "esse mundo de desavergonhados". Aqui.

19/01/12

a quem possa interessar

Há uma nova história disponível aqui e na secção "Livros & Etc" do site. Nos formatos do costume.

Num futuro longínquo em que a razão reina suprema, a descoberta de um artefacto proveniente de uma era devastada por emoções primitivas traz o caos a uma estação arqueológica remota.

17/01/12

ponto.com

Chega uma altura na vida de todos nós em que decidimos transformar o nosso nome num domínio internético. Podemos adiar, podemos barafustar, podemos espernear, mas é inevitável. É a minha vez. Façam favor de entrar e sintam-se em casa. Não se deixem intimidar pelo nome em letras gigantes e vermelhas lá em cima. Juro que o meu ego não é proporcional.

16/01/12

E os dois volumes de "O Medo do Homem Sábio" vão para...

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(rufo de tambor)

Carina Portugal, autora desta pérola poética:

Vê quão pequena é
A hombridade de se ser quem não é,
Como a serapilheira que quis ser cobertor
Do palito em chamas que a queimou de dor.


Muito obrigado a todos os que participaram. Houve frases excelentes.

10/01/12

o regime jurídico da cópia privada


No dia 17 de Dezembro de 2011, foi publicado no Diário da República o Projecto de Lei 118/XII, que aprova o regime jurídico da cópia privada e faz alterações ao Código do Direito de Autor. Entrará em vigor quando se cumprirem trinta dias desde a data de publicação. Sem querer fingir que sou fluente em juridiquês, há coisas que me apetece dizer. São estas:

- Os cidadãos passam a pagar uma taxa acrescida a equipamentos capazes de reproduzir obras protegidas como compensação pela cópia privada das mesmas. Quer a façam ou não. Compreendo a injustiça de usufruir de uma obra sem que o autor seja compensado. Não compreendo a justiça de forçar um estudante que compra uma pen USB para guardar e transportar os seus trabalhos escolares e que nunca pirateou nada na vida (de certeza que haverá alguém nestas condições... não?) a pagar por um acto que não cometeu nem pretende cometer.

- Ao legislar desta forma, o Estado arruma inteligentemente a questão da cópia privada. Ou, pelo menos, será essa a convicção dos legisladores. Talvez se enganem. Se o cidadão paga uma compensação pela possibilidade de usar um equipamento de cópia, é-lhe reconhecido o direito de a efectuar. E, se a cópia é privada, tem o direito de fazer com ela o que bem entenda, desde que não saia dessa esfera privada. Ou seja, poderá oferecer a cópia a um amigo. Pessoalmente, enviando-lha pelo correio ou por transferência digital. Sem ter de voltar a ouvir ameaças e queixas de editoras e distribuidoras. Todos sabemos que isso não acontecerá.

- Depois há as bizarrias na lista dos equipamentos específicos a taxar. Na tabela onde consta a "compensação sobre aparelhos, equipamentos e instrumentos técnicos de reprodução de obras escritas", diz-se isto: "equipamentos multifunções de secretária, de impressão, com ecrã de reprodução, com capacidade para realizar pelo menos duas das seguintes funções: cópia, impressão, fax ou digitalização." Portanto, um scanner sem funções adicionais ficará isento de qualquer compensação. Quem fotocopiar um livro ou o digitalizar para impressão imediata, terá de pagar por isso, mas quem o digitalizar para impressão posterior numa impressora simples ou para o converter em pdf ou ebook não. 

Já os discos rígidos e as memórias não são taxados de forma unitária mas por cada gigabyte de capacidade. Por exemplo, um disco rígido com capacidade de 1 terabyte terá um acréscimo de 20€ ao preço de venda (2 cêntimos por cada giga). Diz-se no preâmbulo que a lei se faz porque tinham passado seis anos desde a lei anterior sobre esta matéria, considerando-se fundamental uma revisão. Pensando na velocidade com que evolui a capacidade de memória destes dispositivos, ou os esclarecidos legisladores pretendem rever o diploma e ajustar os valores de dois em dois anos ou chegaremos a um ponto em que os cartões de memória trarão apartamentos e automóveis como brinde.

- O artigo 5º do projecto de lei diz o seguinte: "A compensação equitativa de autores, e de artistas, intérpretes ou executantes, é inalienável e irrenunciável, sendo nula qualquer cláusula contratual em contrário." Ou seja, impedem-se os contratos abusivos que procurem anular esse direito de compensação e, ao mesmo tempo, nega-se ao autor o direito de distribuir gratuitamente uma obra sua sem ser compensado.

- Por fim, convém não esquecer um pormenor importante. O prejuízo para os autores da distribuição gratuita de obras protegidas é insignificante ou mesmo inexistente. Basta de apresentar medidas deste tipo como esforços para proteger os autores. O que se faz é sucumbir às pressões de quem lucra verdadeiramente: as editoras e distribuidoras (frequentemente grandes empresas multinacionais que colocam o lucro acima de preocupações com a qualidade e que asfixiam tentativas de edição e distribuição independente). E uma eventual redução mínima nas receitas não será a catástrofe cultural que nos tentam impingir. Significará apenas que um punhado de executivos multimilionários terá reduções tão ínfimas nas suas contas bancárias astronómicas que nem sequer darão por elas.

O disco não destruiu a música, a televisão não destruiu o cinema, a fotocópia não destruiu o livro, a cassete  áudio não destruiu a rádio e o VHS não destruiu a televisão. Os computadores e a internet também não o farão. A forma como consumimos cultura alterou-se de forma definitiva. Quem não souber adaptar-se, merece ficar para trás. 

05/01/12

o escapismo nas suas múltiplas vertentes



Uma mistura de factores (tempos demasiado trabalhosos, número elevado de páginas com letra miúda, férias e época festiva pelo meio) fizeram deste o livro que me lembro de demorar mais tempo a ler. Comecei em Setembro e acabei ontem. Cinco meses de dois anos diferentes. Valeu cada página. E é tão bom como este trailer feito por um fã é terrível.

28/12/11

um almoço nunca é de graça, mas os livros podem ser


Os dois volumes de "O Medo do Homem Sábio" de Patrick Rothfuss, continuação de "O Nome do Vento" (as duas partes com tradução minha) para quem enviar a melhor frase contendo obrigatoriamente as seguintes palavras: 

hombridade

s. f.
1. Aspecto varonil.

2. Dignidade, nobreza de carácter.
3. Altivez louvável.
4. Desejo de ombrear.


serapilheira

s. f.
1. Tecido grosseiro para envolver fardos.

2. Pano com que se limpa o chão quando o lavam.


palito

s. m.
1. Haste fina usada para limpar os dentes ou para levar à boca pequenos alimentos.

2. Objecto com forma de pequeno pau.
3. Biscoito comprido.
4. Fósforo de madeira.
5. [Informal]  Pessoa muito magra.


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